Ministro da agricultura pede demissão do cargo
O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, pediu demissão após ser envolvido em diversas denuncias de irregularidades na pasta, divulgadas durante varias semanas pela imprensa. Entre elas, a mais recente foi feita através da reportagem do “Correio Braziliense”, afirmando que o ministro usou durante algumas vezes o jatinho de uma empresa ligada ao setor agropecuário, a Ourofino Agronegocios, o ministro negou que essa empresa teria recebido “privilégios ou tratamento especial”, pois a mesma, recebeu autorizações do ministério para produzir medicamento contra a febre aftosa.
Entre as graves denuncias que envolvem o ministro, uma delas é a entrevista feita pela revista “Veja” , em que Oscar Jucá Neto, que foi demitido da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) após supostas irregularidades, afirma que há fraudes e supostos acertos com empresas envolvendo o ministério e o ministro. Em outra reportagem é mostrado um depoimento de Israel Batista dizendo que Rossi pode ter recebido propina em uma licitação.
Na carta de demissão, divulgada no site do ministério, o ministro se defendeu das acusações que recebeu citando a imprensa e alguns políticos. “Respondi a cada acusação. Com documentos comprobatórios que a imprensa solenemente ignorou. Mesmo rebatida cabalmente, cada acusação era repetida nas notícias dos dias seguintes. Sei de onde partiu a campanha contra mim. Só um político brasileiro tem capacidade de pautar “Veja” e “Folha” e de acumular tantas maldades fazendo com que reiterem e requentem mentiras e matérias que não se sustentam por tantos dias.”, destacou Wagner Rossi.
A presidente Dilma disse, por meio de nota, também nesta terça (17), que lamenta a demissão do ministro, “Lamento profundamente a saída do ministro Wagner Rossi, que deu importante contribuição ao governo com projetos de qualidade que fortaleceram a agropecuária. Agradeço seu empenho e dedicação.”, disse a presidente na nota. O cargo de Wagner Rossi será ocupado Mendes Ribeiro, que integra a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e as comissões que tratam da reforma da Previdência, da reforma tributária e da reforma do Judiciário.








